PISA 2025 OCDE: O Que os Resultados Revelam Sobre a Educação dos Nossos Filhos?
Os resultados do PISA 2025 foram divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em setembro de 2026.
A avaliação reuniu mais de 760 mil estudantes de 15 anos em 91 países e economias e procurou medir não apenas aquilo que os alunos memorizaram, mas sua capacidade de aplicar conhecimentos, interpretar informações, resolver problemas e pensar criticamente.

Para o Brasil, os resultados merecem atenção.
Em Matemática, Leitura e Ciências, o desempenho brasileiro permanece abaixo da média da OCDE.
Mais preocupante ainda: quando observamos a trajetória desde 2015, encontramos um quadro de estabilidade que, diante dos baixos níveis de aprendizagem, pode ser compreendido como estagnação.
Assim, isso nos leva a uma pergunta que interessa diretamente às famílias:
| O que esses números significam para a formação intelectual de nossos filhos?
PISA 2025: um retrato que não podemos ignorar
O PISA não é uma prova escolar tradicional. A avaliação procura verificar se estudantes de 15 anos conseguem utilizar aquilo que sabem diante de situações e problemas, muitas vezes apresentados em contextos próximos da vida real.
Em outras palavras, não basta reconhecer uma informação: é preciso saber compreendê-la, interpretá-la e utilizá-la.
Assim sendo, em 2025, o Brasil obteve os seguintes resultados:
| Área | BRASIL | Média da OCDE |
| Ciências | 409 | 482 |
| Leitura | 408 | 461 |
| Matemática | 377 | 463 |
| Resolução de Problemas Computacionais | 406 | 500 |
Vemos, portanto, que os resultados mostram uma diferença considerável entre o desempenho brasileiro e a média dos países da OCDE.
Entretanto, olhar apenas para a pontuação média ainda não revela toda a dimensão do problema.
É preciso observar o que os estudantes conseguem efetivamente fazer.
O Analfabetismo em Modelagem Matemática
Em Matemática, somente 28% dos estudantes brasileiros alcançaram, pelo menos, o nível 2 de proficiência, enquanto a média da OCDE foi de 65%.
No nível 2, o estudante já consegue, por exemplo, reconhecer como uma situação simples pode ser representada matematicamente e utilizar essa representação para resolver problemas elementares.
Desse modo, isso significa que uma grande parcela dos adolescentes avaliados ainda apresenta dificuldades justamente quando precisa transformar uma situação em um problema matemático e pensar sobre como solucioná-lo de modo lógico.
Assim sendo, é fundamental compreender que:
Saber uma fórmula não é a mesma coisa que saber pensar matematicamente.
Memorizar procedimentos pode fazer parte da aprendizagem.
Contudo, o problema surge quando a memorização substitui a compreensão.
Em suma, o PISA não avalia se o aluno decorou a fórmula de Bhaskara, mas se ele sabe ler o mundo através dos números.
E é exatamente aqui que o estudante brasileiro sofre um bloqueio de realidade.
Ele é frequentemente alfabetizado, afinal, consegue ler as palavras, no entanto, é um “analfabeto em modelagem matemática” por não conseguir traduzir um texto de linguagem matemática em lógica.
Isso significa que, diante de um padrão visual, como o de um tabuleiro de ladrilhos, por exemplo, o aluno não consegue extrair a fórmula algébrica ($4n + 4$).
Leitura: compreender um texto também é uma habilidade intelectual
Em Leitura, aproximadamente 49% dos estudantes brasileiros alcançaram o nível 2 ou superior, contra 69% na média da OCDE.
No mínimo, um estudante nesse nível consegue identificar a ideia principal de um texto de extensão moderada, localizar informações segundo critérios explícitos e refletir sobre o propósito e a forma do texto quando recebe orientação para isso.
O dado torna-se ainda mais significativo quando observamos os níveis mais altos.
Apenas 1% dos estudantes brasileiros alcançou o nível 5 ou superior em Leitura, contra 6% na média da OCDE.
Nesse patamar, os estudantes conseguem lidar com textos longos e conceitos abstratos, além de estabelecer distinções entre fato e opinião com base em pistas implícitas relacionadas ao conteúdo ou à fonte.
Portanto, a questão não é simplesmente saber se o jovem consegue ler as palavras de uma página.
A questão é saber se ele consegue:
- compreender o que está lendo;
- identificar a ideia central;
- localizar informações relevantes;
- relacionar diferentes partes de um texto;
- perceber aquilo que está implícito;
- distinguir fato de opinião;
- avaliar informações;
- construir uma interpretação própria.
Desse modo, essas capacidades são fundamentais para praticamente todas as demais áreas do conhecimento.
Ciências: conhecer não basta, é preciso saber explicar
Em Ciências, 48% dos estudantes brasileiros alcançaram pelo menos o nível 2, enquanto a média da OCDE foi de 74%.
Nesse nível, o estudante deve ser capaz, por exemplo, de reconhecer uma explicação correta para fenômenos científicos familiares e utilizar conhecimentos científicos para avaliar, em situações simples, se uma conclusão é válida com base nos dados apresentados.
Novamente, aparece a diferença entre possuir uma informação e saber utilizá-la.
Uma criança pode decorar que determinada fórmula corresponde a determinado fenômeno. Mas uma formação intelectual mais sólida procura levá-la a perguntar:
- O que essa fórmula significa?
- Por que ela funciona?
- Em que situação devo utilizá-la?
- Como posso verificar se minha resposta faz sentido?
Esse tipo de questionamento ultrapassa uma disciplina específica. Ele forma, portanto, um hábito intelectual.

O Brasil está estagnado? O que a OCDE realmente mostra
Talvez esta seja a informação mais importante do PISA 2025 para o Brasil.
A OCDE afirma que os resultados brasileiros de 2025 ficaram próximos dos observados nas avaliações anteriores desde 2015, nas três áreas centrais: Ciências, Matemática e Leitura.
Mais precisamente, o relatório registra que
somente o Brasil apresentou estabilidade (estagnação) de desempenho nos três domínios desde 2015.
É importante compreender o que isso significa.
“Estável” é o termo técnico utilizado pela OCDE. Não significa que o Brasil tenha alcançado um nível satisfatório e conseguido mantê-lo.
Quando uma população apresenta dificuldades importantes de aprendizagem e permanece aproximadamente no mesmo patamar durante uma década, essa estabilidade passa a ser motivo de preocupação.
Em 2025, por exemplo, os resultados brasileiros foram:
- 409 pontos em Ciências;
- 408 pontos em Leitura;
- 377 pontos em Matemática.
Além disso, a variação entre 2022 e 2025 não foi estatisticamente significativa em nenhuma das três áreas:
- Ciências apresentou +6 pontos;
- Leitura, −2; e
- Matemática, −2.
Portanto, não estamos diante simplesmente de uma queda provocada pelos efeitos imediatos da pandemia.
O próprio relatório da OCDE observa que, em diversos sistemas educacionais, a deterioração do desempenho já vinha acontecendo antes da COVID-19.
O caso brasileiro precisa, portanto, ser compreendido dentro de uma trajetória mais longa.
PISA 2025 Nível Básico
Quase metade dos estudantes não alcança o nível básico nas três áreas.
Existe ainda um dado que merece ser destacado.
No Brasil, 43,8% dos estudantes ficaram abaixo do nível 2 simultaneamente em Ciências, Matemática e Leitura. No entanto, na média da OCDE, essa proporção é de aproximadamente 20%.
É importante não interpretar esse número de maneira equivocada.
Ele não significa que 43,8% dos jovens sejam incapazes de ler, fazer contas ou compreender qualquer conteúdo científico.
Significa, contudo, que esses estudantes não alcançaram o nível mínimo de proficiência estabelecido pelo PISA nas três áreas ao mesmo tempo.
Ainda assim, o dado revela algo sério: há uma parcela muito grande de adolescentes que chega aos 15 anos sem demonstrar, na avaliação, um conjunto básico de competências em leitura, matemática e ciências.
E isso nos leva novamente para além das notas.
O que os resultados do PISA 2025 significam na prática?
Imagine um adolescente diante de uma questão que apresenta um pequeno texto, uma tabela, um gráfico e algumas informações numéricas.
De modo que, para resolvê-la, ele talvez precise:
- compreender o texto;
- identificar as informações relevantes;
- interpretar os dados;
- estabelecer relações;
- escolher uma estratégia;
- realizar cálculos;
- verificar se o resultado faz sentido;
- formular a resposta.
Portanto, não existe uma única disciplina isolada nesse processo.
Existe integração de conhecimentos.
É exatamente por isso que a leitura tem uma importância que ultrapassa a disciplina de Língua Portuguesa. A própria OCDE destaca que as habilidades de leitura sustentam a aprendizagem em todo o currículo e são essenciais para localizar, avaliar, interpretar e refletir sobre informações.
Desse modo, uma criança que aprende a ler profundamente ganha uma ferramenta para:
- aprender História e Ciências;
- compreender Matemática;
- estudar Filosofia;
- interpretar uma questão do ENEM;
- avaliar uma informação encontrada na internet;
- escrever com clareza;
- argumentar com objetividade.
Não basta memorizar: é preciso compreender
Isso não significa que a memória perdeu importância.
Pelo contrário.
A memória é indispensável à aprendizagem.
De fato, precisamos memorizar vocabulário, conceitos, fatos históricos, fórmulas, definições, procedimentos, poemas, regras gramaticais e inúmeras outras informações.
O problema aparece quando a memorização se torna o ponto de chegada.
Uma criança pode decorar uma fórmula e não saber quando utilizá-la.
Pode decorar uma definição e não conseguir explicá-la com suas próprias palavras.
Consegue memorizar um resumo mas não compreendero texto que originou aquela síntese.
Pode decorar uma resposta e não saber resolver uma questão semelhante quando o enunciado muda.
Ademais, a formação intelectual exige algo além da retenção:
compreensão, aplicação, análise e capacidade de explicar.
A própria OCDE, ao interpretar os resultados do PISA 2025, recomenda maior profundidade na aprendizagem: trabalhar um conjunto de conhecimentos fundamentais de modo suficientemente profundo para alcançar domínio real, em vez de percorrer superficialmente uma quantidade excessiva de conteúdos.
Essa é uma orientação que também pode ser aplicada ao ambiente familiar.

O que os pais podem fazer em casa?
Diante de resultados como esses, nem sempre soluções educacionais dependem exclusivamente de grandes reformas.
Assim sendo, existe uma dimensão da formação que acontece todos os dias, dentro de casa, criando hábitos intelectuais.
1. Ler todos os dias
A primeira prática é também uma das mais simples: ler.
Não apenas pedir que a criança leia.
Leia com ela.
Converse sobre o que foi lido.
Pergunte:
- Qual é a ideia principal?
- O que aconteceu?
- Por que isso aconteceu?
- Quem está defendendo determinada posição?
- Como você sabe disso?
- O que o autor quis dizer?
- Você concorda? Por quê?
- Que outra interpretação seria possível?
Assim, à medida que a criança cresce, os textos podem se tornar progressivamente mais complexos.
De modo que, Literatura, História, biografias, ensaios, divulgação científica e textos filosóficos podem entrar nessa formação.
O objetivo não é simplesmente aumentar a quantidade de páginas lidas.
É ensinar a pensar sobre aquilo que se lê.
2. Pedir que a criança explique:
Uma excelente maneira de verificar se houve aprendizagem é pedir:
“Explique para mim como você chegou a essa resposta.”
A pergunta funciona em praticamente todas as disciplinas.
Na Matemática:
“Por que você escolheu essa operação?”
Na História:
“Por que esse acontecimento foi importante?”
Nas Ciências:
“Como você sabe que essa explicação é válida?”
Na leitura:
“Onde no texto você encontrou essa ideia?”
Na gramática:
“Por que essa palavra exerce essa função?”
Explicar obriga o estudante a organizar o próprio pensamento.
3. Transformar erros em oportunidades de raciocínio
Uma abordagem intelectualmente produtiva pode ser:
“Vamos descobrir onde seu raciocínio mudou de direção.”
O objetivo não é impedir o erro.
É aprender a localizá-lo.
Pergunte:
- Onde você começou?
- O que você fez primeiro?
- O que aconteceu depois?
- Em qual etapa surgiu o problema?
- Como poderíamos verificar a resposta?
Esse hábito é particularmente importante na Matemática, mas também serve para interpretação de textos, escrita e resolução de problemas.
Como ajudar nas aulas e nas provas do ENEM?
Os resultados do PISA também oferecem uma reflexão importante para os estudantes que estão se preparando para avaliações como o ENEM.
Uma prova extensa não exige apenas conhecimento acumulado.
Ela exige que o estudante consiga ler, selecionar informações, estabelecer relações e tomar decisões diante de um problema.
Por isso, a preparação pode começar muito antes de aparecer uma questão específica de vestibular.
Linguagens: leia antes de procurar a resposta
Ao estudar textos, o aluno deve aprender a identificar:
- tema;
- ideia central;
- finalidade;
- argumentos;
- informações explícitas;
- informações implícitas;
- relações entre partes do texto;
- posição do autor.
Antes de procurar alternativas que “parecem certas”, é importante perguntar:
| O que exatamente este texto está dizendo?
Matemática: compreenda o problema antes da fórmula
Diante de uma questão matemática, experimente estabelecer uma sequência:
O que o problema apresenta?
O que ele está perguntando?
Quais informações são relevantes?
Que relações existem entre elas?
Qual estratégia pode ser utilizada?
A resposta encontrada faz sentido?
A fórmula entra como ferramenta.
Ciências da Natureza: interprete dados e evidências
Gráficos, tabelas, experimentos e situações-problema aparecem frequentemente nas avaliações.
Por isso, não basta decorar conceitos.
O estudante deve praticar perguntas como:
O que os dados mostram?
Qual variável mudou?
Qual conclusão pode ser sustentada por essas informações?
O que seria necessário para confirmar essa hipótese?
Esse exercício aproxima o estudo daquilo que o PISA procura avaliar: a utilização do conhecimento para interpretar situações e resolver problemas.Ela não deve substituir o raciocínio.
Ciências Humanas: relacione informações
História, Geografia, Filosofia e Sociologia também exigem mais do que memorização.
Datas, conceitos e acontecimentos precisam ser conhecidos. Porém, o estudante também precisa compreender relações de causa, consequência, contexto, continuidade, mudança e perspectiva.
Uma boa pergunta para estudar é:
“Como eu explicaria esse assunto para alguém que nunca estudou isso?”
Se o aluno consegue explicar com clareza, há um indício de compreensão.
Se consegue apenas repetir frases decoradas, talvez seja necessário voltar ao conteúdo.
Atenção, concentração e estudo profundo
Existe ainda uma questão que merece cada vez mais atenção: a capacidade de permanecer intelectualmente diante de uma tarefa difícil.
O relatório do PISA 2025 chama atenção para a relação entre leitura, concentração, uso de dispositivos digitais e aprendizagem. A OCDE observa que o uso moderado de recursos digitais para aprendizagem pode estar associado a melhores resultados, enquanto o uso excessivo e a distração digital estão associados a resultados mais fracos.
O relatório também destaca a importância de o estudante realizar o próprio esforço cognitivo. Ferramentas digitais e inteligência artificial podem auxiliar a aprendizagem quando ampliam esse esforço; quando fazem o trabalho intelectual no lugar do estudante, podem interromper justamente o processo pelo qual ocorre a aprendizagem.
Isso tem uma consequência prática muito simples para as famílias:
nem todo momento de dificuldade precisa ser imediatamente preenchido por uma resposta.
Às vezes, a criança terá que permanecer alguns minutos com atitude focada.
Ela precisa passar pelos seguintes processos:
- Tentar;
- Errar;
- voltar ao texto;
- fazer outra tentativa;
- encontrar uma solução.
É nesse esforço que muitas vezes acontece a aprendizagem.
Uma rotina simples para fortalecer a formação intelectual
Não é preciso começar com um programa complexo.
Desse modo, uma rotina doméstica pode ser bastante simples.
Por exemplo:
Todos os dias
20–30 minutos de leitura
Leia um texto adequado à idade e ao nível de desenvolvimento da criança.
10 minutos de conversa
Pergunte o que ela compreendeu, peça explicações e explore palavras ou ideias novas.
10–15 minutos de raciocínio
Pode ser um problema matemático, um enigma lógico, uma interpretação de gráfico ou uma questão que exija comparação e análise.
5–10 minutos de escrita
Peça que a criança registre aquilo que aprendeu, faça um pequeno resumo, explique uma ideia ou escreva uma resposta argumentada.
Alguns minutos de revisão
Recupere conteúdos estudados anteriormente sem simplesmente entregar a resposta.
Essa pequena rotina já cria oportunidades para exercitar leitura, compreensão, memória, atenção, raciocínio, escrita e expressão.
O mais importante é a constância.
Formação intelectual é uma obra diária
Os números do PISA 2025 são importantes porque nos ajudam a enxergar um problema que muitas vezes permanece abstrato.
Quando vemos que apenas 28% dos estudantes brasileiros alcançaram o nível 2 ou superior em Matemática, que cerca de metade alcançou esse nível em Leitura e Ciências e que 43,8% ficaram abaixo do nível 2 nas três áreas simultaneamente, não estamos diante apenas de números. Estamos diante de uma questão de aprendizagem real.
E aprendizagem real não acontece apenas quando uma criança recebe uma informação.
Ela acontece quando a informação começa a fazer parte de sua estrutura intelectual.
Quando consegue
- compreender.
- Relacionar.
- Recordar.
- Explicar.
- Questionar.
- Aplicar.
- Argumentar.
- Resolver.
- Escrever.
- Pensar.
Por isso, a formação intelectual precisa ser tratada como uma obra contínua.
Os pais podem cultivar em casa o hábito da leitura, da conversa inteligente, da pergunta bem formulada, da resolução de problemas, da escrita, da revisão e do estudo atento.
Podem ensinar os filhos a não se contentarem com a resposta pronta.
Podem perguntar “por quê?”, “como você sabe?”, “explique”, “o que aconteceria se…?”
São perguntas simples.
Mas são perguntas que colocam a criança diante da tarefa essencial de pensar.
PISA 2025: um chamado à formação intelectual
O PISA não apresenta um método pedagógico doméstico e tampouco demonstra, sozinho, que determinada abordagem educacional seja responsável por melhores resultados.
Assim, ele faz outra coisa: oferece um diagnóstico internacional sobre aquilo que estudantes de 15 anos conseguem fazer diante de problemas de leitura, matemática e ciências.
E o diagnóstico brasileiro merece ser levado a sério.
Ademais, a estabilidade registrada pela OCDE desde 2015 não deve nos conduzir à acomodação.
Pelo contrário: diante de resultados persistentemente baixos, ela nos convida a perguntar como estamos formando nossos filhos e quais hábitos intelectuais estamos cultivando diariamente.
Talvez essa seja uma das perguntas mais importantes que uma família possa fazer.
Não apenas:
“Que nota meu filho tirou?”
Mas:
“O que meu filho realmente aprendeu?”
E, depois:
“Ele consegue pensar com aquilo que aprendeu?”
É nesse ponto que a educação deixa de ser apenas preparação para uma prova.
E passa a ser formação intelectual para a vida.
Trivium na Formação Intelectual
O Trivium contribui para a formação intelectual ao fornecer ferramentas estruturais do pensamento, permitindo que uma pessoa aprenda qualquer outro assunto por conta própria de forma clara, lógica e persuasiva.
Desse modo, em vez de focar em o que pensar, o Trivium ensina como pensar, dividindo o aprendizado em três estágios sucessivos que moldam a inteligência.
Esses três estágios funcionam como uma engrenagem para a mente:
1. Gramática (A Fase do Conhecimento)
Estes estudam focam na coleta de dados e fatos brutos. Na formação intelectual, ela é responsável por construir o repertório do estudante.
- O que faz: Ensina as regras da linguagem, a definição exata das palavras e a identificação de conceitos.
- Impacto intelectual: Evita a ambiguidade. Um intelecto bem formado na gramática consegue ler um texto complexo e entender exatamente o que o autor está dizendo, sem distorções.
2. Lógica ou Dialética (A Fase da Compreensão)
Esta etapa se prende no processamento e conexão dos fatos coletados na fase anterior.
- O que faz: Ensina a identificar contradições, testar a validade de argumentos, formular silogismos e detetar falácias.
- Impacto intelectual: Desenvolve o pensamento crítico e analítico. O estudante deixa de apenas memorizar informações e passa a entender as relações de causa e efeito, separando o que é verdadeiro do que é falso ou manipulativo.
3. Retórica (A Fase da Sabedoria)
Este processo se estrutura na expressão e aplicação prática do conhecimento e da compreensão adquiridos.
- O que faz: Ensina a projetar ideias de forma clara, elegante, persuasiva e adaptada ao público.
- Impacto intelectual: Transforma o conhecimento em algo útil para o mundo. Não basta o intelectual ter a verdade; ele precisa saber comunicá-la com eficácia, beleza e impacto ético.
Para Saber Mais:
Os dados apresentados neste artigo foram baseados principalmente nos resultados oficiais do PISA 2025 – Volume I, publicado pela OCDE em 8 de setembro de 2026. O relatório completo apresenta os resultados de mais de 760 mil estudantes de 91 países e economias.
Caso deseje, acesse os relatórios nos botões a seguir:
Nota:
Este artigo trata da formação intelectual realizada no ambiente familiar como complemento à trajetória educacional da criança e não constitui orientação jurídica sobre modalidades de escolarização no Brasil.
Os dados e interpretações estatísticas apresentados neste texto referem-se aos resultados do PISA 2025 divulgados pela OCDE em setembro de 2026.
Aprofunde sobre os dados do PISA 2025 OCDE:
DISCLAIMER LEGAL E INSTITUCIONAL
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Nossos conteúdos, artigos e recursos têm caráter estritamente complementar e de enriquecimento educacional no ambiente familiar, em consonância com o ordenamento jurídico brasileiro.
Ressaltamos que, nos termos fixados pelo Supremo Tribunal Federal no Tema 822 de Repercussão Geral (RE 888.815), não existe atualmente direito público subjetivo ao ensino domiciliar (homeschooling) como substituto da rede formal de ensino, cuja implementação depende de regulamentação por lei federal.


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